terça-feira, 20 de julho de 2010

Campeões do Mundo

Hoje o post é o da Argentina Campeã Mundial de 1978. A Copa da Argentina em 1978, foi movimentada desde antes do seu início. Primeiro, a Holanda (sensação da década de 70, por conta do seu futebol envolvente e ofensivo, que deu a equipe o título de "Carrosel Holandês") não poderia contar com o seu maestro Johan Cruyff, que se recusou a disputar a Copa, como forma de protesto contra a Ditadura que vigorava na Argentina. Houveram algumas falhas na organização, como estádio inacabados e longas viagens feitas pelas seleções. As polêmicas fizeram parte da Copa, como no empate entre Brasil e Suécia por 1 x 1, quando no último lance do jogo, na cobrança de um escanteio a favor do Brasil, Zico marca de cabeça e o árbitro anulou o gol argumentando que encerrou a partida quando a bola estava no ar. Mas, a maior polêmica aconteceu no Grupo do Brasil e Argentina na Segunda Fase, descrita primorosamente no site Wikipédia:
"O Brasil se recuperou da apatia da 1ª fase e venceu o Peru por 3 x 1. A Argentina passou pela Polônia por 2 a 0. Em Rosário, argentinos e brasileiros duelaram, mas o jogo ficou no 0 a 0. Foi jogo nervoso, pois Coutinho escalou o jogador Chicão (falecido em 2008) para intimidar os argentinos com um jogo duro e de marcação. Mas este empate seria fatal para o Brasil. Na última rodada, a equipe venceu tranquilamente a Polônia por 3 a 1. Com este resultado, restava á Argentina vencer o Peru por 4 gols de diferença. Uma vantagem considerável, pois desde que César Luis Menotti se tornara técnico da seleção, os alvi-celestes jamais havia vencido um jogo por mais de 3 gols. O Peru abriu mão do direito de jogar, e levou 6 a 0. Uma curiosidade: o goleiro peruano, Ramón Quiroga, era argentino de nascimento, e falhou em vários gols. Nada foi provado."
Claudio Coutinho, ressabiado com o que aconteceu, declarou o Brasil como "Campeão Moral", mas o Brasil acabou a competição em 3º, vencendo a Itália com um golaço antológico de Nelinho. A Argentina derrotou na Final a Holanda (que já não tinha tanta força, sem Cruyff) por 3 a 1. Os destaques da Argentina foram Fillol, Passarella e Kempes.




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